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Esquadrões de Caça com Novos Comandantes PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Oswaldo Claro Jr.   
29 Jan 2009 - 00:00
artigo_2009_03.jpg Rio de Janeiro e Santa Maria - Na última semana, a Força Aérea Brasileira assistiu à passagem de comando de seus dois principais esquadrões de caça especializados em missões de ataque. No dia 21 de janeiro, o tenente coronel David Almeida Alcoforado assumiu a chefia do 3º/10º Grupo de Aviação, Esquadrão Centauro, em substituição ao tenente coronel Raimundo Nogueira Lopes Neto, a frente da unidade nos últimos dois anos.

Na sexta-feira, 23/01, foi a vez do 1º/16º GAV, Esquadrão Adelphi, da base aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro. Nesse caso, ambos os tenentes coronéis Márcio Felipe de Medeiros e seu sucessor Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Júnior já haviam servido na própria unidade.

Sobre Centauros e Adelphis
O Centauro foi criado em 1978 e comemorou seus trinta anos de atividade em novembro último. Durante toda a sua vida esteve baseado na cidade de Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul. Em suas primeiras duas décadas voou o AT-26 Xavante e, além da missão de ataque também era responsável pela formação de líderes de esquadrilha. A partir de abril de 1998, passou a operar o caça A-1, resultado do projeto binacional Brasil-Itália desenvolvido durante os anos 1980. Com a entrada em operação do novo avião, a formação de líderes passou exclusivamente para o Pacau, atualmente em Natal, RN.

Apesar de dez anos mais jovem que seu irmão gaúcho, o Adelphi possui mais experiência operacional com A-1, pois a unidade surgiu da necessidade que a FAB tinha de um esquadrão para implantar o novo caça. Dessa forma, tanto a história daquela aeronave no Brasil quanto do Adelphi tornaram-se praticamente uma só. Além disso, a Itália também exerce uma outra influência no "dezesseis", pois a missão de ataque, realizada centenas de vezes durante a Segunda Guerra pelos pioneiros do 1º Grupo de Caça acabou se tornando sua especialidade e sua identidade, como pode ser observado pelo próprio nome do esquadrão inspirado pela saudação entre os veteranos do 1º GAVCA.


A nova face dos esquadrões de ataque
Além das trocas de comando, a expectativa nos esquadrões é quanto a modernização dos A-1, resultado do projeto da FAB para unificação de cabines de seus caças e consequente diminuição no tempo de aprendizagem e racionalização de custos com manutenção. Atualmente, o novo padrão de cabine é adotado tanto pelos A-29 quanto pelos F-5, estes últimos estão no final do processo de atualização semelhante ao que os A-1 deverão passar.

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